Mais ou menos?
Essa não é uma questão de aritmética, mas uma questão existencial. Você acha que os aniversários somam ou diminuem anos às nossas vidas? Alguns responderão que muito antes pelo contrário, ou que tanto faz. Eu tenho as minhas dúvidas: em cada aniversário comemoro o que passou? o que não tenho mais? o que acabou? a proximidade do fim?
Sem sentimentalismos! Não pense que a questão me imobiliza, aterroriza, nada disso... só assusta um bocadinho. Brrrrrrrrr!!! Se adianta alguma coisa ficar preocupado? Claro que não! Continuamos vivendo, gastando o nosso tempo nessa vida como um pavio de uma gigantesca vela com duração de 60? 70? e poucos anos, que queima noite e dia sem parar...
Hoje é o meu aniversário, qual outro motivo me levaria a tocar nesse assunto justamente hoje? Aniversario, envelheço, pois, somo mais um ano aos já vividos, diminuo mais um da lista dos meus não sei quantos ainda disponíveis (o fato de não saber quantos não me impede de saber que é menos um). Matematicamente: se toda a minha vida contém "x" anos, hoje ela passa a conter "x-1".
Filosoficamente: quer saber? dane-se!
Por que o papa não é pop?
Ao contrário do que afirma a letra da música dos Engenheiros do Havaí, o papa não é pop, o papa é conservador. Mas é preciso entender o que significa ser conservador. Não é, como muitos pensam, uma implicância com os novos tempos, ou uma resistência à modernidade. Ser conservador na ótica de um papa é manter-se fiel aos dogmas da fé, aos mandamentos da lei de Deus e da Igreja.
E aí aqueles que contrapõem o pensamento conservador apresentam uma série de "mas", de adversidades ao pensamento do supremo mandatário da Igraja Católica. A igreja, ao contrário da sociedade, não possui uma jurisprudência que se ajusta ao comportamento das massas. Por mais que o povo entenda que os crimes contra a castidade "não valham mais", esse pensamento não forma jurisprudência na lei de Deus; pecar contra a castidade continua sendo um pecado capital.
Bento XVI chama a atenção dos católicos de que ser um deles é contrato de adesão, não há possibilidade de discutir os seus termos antes de assinar - batizar, crismar, casar - um compromisso com a igreja. Da mesma forma, ninguém é obrigado a assinar qualquer tipo de contrato, a adesão não é compulsória, não é obrigatória.
E não pensem que esta é a atitude mais fácil. Acreditem, bom é ser pop!